Publicado em 13/02/2018 - 01:51

“Eu tenho um sonho…”



Nos anos 1960, nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr., (1929-1968) coordenou vários protestos contra a segregação racial em diversas cidades. No dia 28 de agosto de 1963, liderou uma passeata em Washington, D.C., quando proferiu o discurso com a famosa frase “I have a dream “( Eu tenho um sonho). No ano seguinte, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Leia trechos do discurso.

Eu tenho um sonho

Eu estou contente em unir-me a vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração em favor da liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, sob cuja simbólica sombra estamos, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio coo um grande farol de esperança para milhões de escravizados negros que tinham murchado nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seu cativeiro.

[…]

Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”

[…]

E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra:

Finalmente livres! Finalmente livres!

Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”

                                                                                                           Martin Luther King Jr

  Leia a seguir um trecho do discurso de posse do ex-presidente estadunidense Barack Obama, em 2008.

[…] Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e mulçumanos, judeus e hindus – e ateus. Somos moldados por cada língua e cultura, de cada parte desta Terra; […] não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia […]

Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo – por que homens e mulheres e crianças de toda raça e de toda fé podem se unir numa celebração […], e por que um honem cujo pai, menos de 60 anos atrás, poderia não ser servido num restaurante local, agora pode estar diante de vocês para fazer um juramento sagrado. […]

                                                                                                               Barack Obama.

 

Tendo em mente seus conhecimentos de História e Sociologia, comente as relações entre o discurso de Obama e o de Luther King.

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