Publicado em 18/07/2017 - 19:59

A Megera Domada, William Shakespeare

Resenha: A Megera Domada

Autor: William Shakeaspere

Págs: 118

Editora: Scipione

Adaptação: Hildegard Feist

Localização: Estante William Shakespeare; Prateleira A

A Megera Domada é uma peça teatral escrita por Shakespeare e publicada pela primeira vez em 1623. Ela é baseada em uma peça de um autor desconhecido publicada em 1594. Shakespeare fez uma série de mudanças e adaptações, sendo esta uma de suas primeiras comédias, e tem como tema central o casamento e a guerra entre os sexos.
A peça é tão famosa que já teve várias adaptações, não só para a literatura (como este livro), mas também para o cinema e TV. Para se ter uma ideia, no cinema temos vários filmes, inclusive um protagonizado por Elizabeth Taylor e Richard Burton.
Na TV, além de uma série, podemos encontrar ainda algumas novelas, como O Cravo e A Rosa exibida no Brasil pela Rede Globo.
Mas deixa eu contar um pouco do que se trata o enredo para aqueles que não conhecem.
Temos um pai, o Sr. Batista e suas duas filhas, Catarina e Bianca, ambas belas e inteligentes, com idade para casar e com bons dotes disponíveis, pois o Sr. Batista é um homem abastado. O problema é que Catarina tem um gênio do cão, sendo muito mandona e briguenta, ou seja, para os padrões da época, ninguém em sã consciência a escolheria para esposa, fora o fato que ela mesma gritava aos quatro ventos que não tencionava casar. Já Bianca era o seu oposto, sempre doce e cordada, tinha uma legião de pretendentes.
Acontece que o seu Batista, que seguia os padrões da época, não autorizava o comprometimento de Bianca, pois sendo Catarina a mais velha, ela é quem deveria se casar primeiro. Pelo visto ambas ficariam para titia…

Acontece então o imprevisto. Petrúquio, um homem rude e muito rico chega a Pádua disposto a aumentar sua fortuna através do casamento. Ouvindo os boatos sobre Catarina, ele tem a certeza que ela é a mulher certa para sua vida.
Todos acham que ele tem um parafuso a menos, mas Petrúquio está decidido a domar esta megera, marcando então a data do casório, para revolta da nada cordata Catarina.
No decorrer dos dias, enquanto o casamento de Catarina e Petrúquio não ocorre, Bianca continua tendo suas aulas particulares com seus dois professores, que na verdade são pretendentes disfarçados que tentam conquistar o coração da moça, além de receber a corte de mais dois pretendentes, um jovem rico chegado recentemente a Pádua e um nem tão jovem comerciante da região.

Já casados, Catarina é levada para Verona, local de moradia de seu então esposo, e lá ele começa a sua batalha para “domar” Catarina. Ok, vamos deixar o lado machista de lado, mas que Petrúquio é muito engraçado, isso não podemos negar. Catarina come o pão que o diabo amassou, e aos poucos, e com a ajuda de Ludovica (empregada da casa) ela percebe que gritar e espernear como estava acostumada a fazer não ia adiantar, era preciso usar sua inteligência para dobrar o marido.
De volta a Pádua, agora para o casamento de Bianca, todos são surpreendidos por uma descoberta que deixa a todos atônitos. Isso causa uma reviravolta na história de Bianca.
E como confusão é pouca nesta história, temos ainda Petrúquio fazendo a prova dos nove para ver se Catarina foi mesmo domada.




Paradidáticos

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