Alunos do 3º ano do Médio refletem sobre o Racismo na aula de Filosofia



A respeito dos casos de racismo nos EUA, principalmente o de George Floyd é o estopim para buscar respostas de alguma maneira procurar cessar com essa desigualdade racial que há tanto na América do Norte quanto no resto do mundo, nos faz pensar que ainda é algo recorrente nos passares dos anos por isso a necessidade de eliminar essa segregação. Onde estão os direitos iguais para todos, seria algo utópico ?

Este foi a reflexão levantada pela professora Juliana França durante a aula de Filosofia. Confira as respostas dos alunos.

 

Voltando para o Brasil em um cenário pós- quarentena , o isolamento serviu como maneira de observar e avaliar a maneira como nosso governo lida com os procedimentos necessários indicados pela OMS e foi lamentável a maneira rude e ignorante como nossas autoridades encarregadas por regulamentar a situação se aproveitam do ocorrido para benefício própio, visto isso cabe a nós avaliar nosso papel como cidadãos e escolher de maneira consciente e clara um verdadeiro líder.

Juan Carlos Silva


No período de pandemia que estamos vivendo não vemos só a desigualdade mas também o quanto as pessoas que são beneficiadas em vários sentidos não se importam com a existência da desigualdade, pessoas que não conseguem olhar pra fora da própria bolha em que vivem, que não conseguem ter empatia ou simplesmente não ligam mesmo, visto que não os afeta. Nosso país é desunido, frio, se importavam com as mortes de outros países com o covid-19 e agora que são os nossos não conseguem nem fazer o mínimo que é ficar em casa.

Em relação ao genocídio da população negra aqui no Brasil, sabendo que os que mais tem morrido por covid-19 são pobres e em sua maioria negros, vemos se saem de casa são mortos pelo vírus, se ficam em casa são mortos/levados pela polícia lá dentro mesmo. Não tem desculpa ou motivo para defender policiais, seja no Brasil ou fora dele, não tem essa de “nem todo policial”, essa não é uma profissão que tem como ter isso, são vidas que morrem o tempo todo, são “erros” que não podem ser consertados. As manifestações são importantes, mas me entristecem de ainda terem que acontecer.

O Brasil/ mundo que eu desejo pós pandemia é um Brasil que se importe mais com os seus e que a minha população pare de ser morta pela cor da pele.

Vitória Marques


Nesse periodo de pandemia podemos notar que muitas coisas vem ocorrendo no mundo, enquanto uns se focam para melhorar e ajudar a evolução outros tem desprezo e falta de coerencia sobres os fatos ocorrentes, dentro desse momento percebemos forças ideologicas crescendo pelo fato de ocorrencias racistas, o que causou uma grande divergencia e busca da igualdade socia. Acredito que apos a quarentena possa ter diversas mudanças tanto na area de saude por causa do (Covid-19), e entre a convivencia das pessoas, na forma que são tratadas entre outros.

#BLACKLIVESMATTER!

Victor Wagner Pereira


O país que eu quero após a pandemia? Eu quero país com paz, paz de verdade. Claro, é um conceito relativo e, pode não significar a mesma coisa para todos. Podemos não estar em guerra, mas também não temos paz. O COVID-19 não é o único que anda ceifando vidas, o tráfico de drogas mata, o preconceito mata, a desigualdade mata, todos com meios diferentes, mas o resultado ainda é a morte. Uma hora a pandemia vai acabar, mas e as outras coisas? O que eu quero? Eu quero um país livre disso tudo.

Jennifer Marconato

 


O covid, do jeito que aconteceu deixou tudo mais explicito, as pessoas agora estão prestando mais atenção na grande violência policial principalmente contra os negros, onde a cada 23m morre um no brasil. casos como o de João Pedro e tantos outros, seguem até hoje como se nada tivesse ocorrido, num país onde a maior parte da população é negra, isso é totalmente inaceitável. Manifestações como as que estão acontecendo nos EUA, são importantíssimas p/ verem q não é normal um policial matar negros, simplesmente por serem negros, mas isso não tá só na policia, tá nas pessoas que quando veem um, escondem a bolsa, atravessam a calçada, e pra que se tenha uma mudança realmente significativa na sociedade é preciso que esse racismo instituído desde pequeno em nós, seja extinto. além disso, faltam pessoas que realmente briguem pelos direitos negros no brasil, olhando a bancada do congresso, quantos negros nós conseguirmos ver? nos ministros da república? não ter alguém pra defender seus direitos é um dos maiores problemas. deve ser analisada e pensada, por que, que dentre as pessoas mais ricas do brasil, poucas são negras? pq vemos negros na maioria das vezes, nos servindo nos restaurantes mais caros e não estando como clientes? a realidade em que vivemos é um absurdo e não fazem nada, precisou de uma morte p uma das maiores series de manifestações nos estados unidos, enquanto aqui, morrem 3/4 por dia e nada acontece, simplesmente seguimos. acho que podemos sim sonhar com um mundo melhor pós covid-19, com uma sociedade talvez até mais unida, porem, unida quanto? unida ao ponto de vermos que existem diferenças, como por exemplo nós sermos o 7º país mais desigual do mundo, e o 1% mais rico do brasil ter mais dinheiro que os 60% mais pobres? que os negros estão sempre sendo tratados como inferiores, seja p uma vaga de trabalho, seja em papel de novela, seja no racismo que acontece no futebol. podemos esperar um futuro melhor, se brigarmos por ele, se pararmos de aceitar tudo que nos é imposto, se reconhecermos que o povo é quem governa, que é o governo que deve seguir a vontade de seu povo, e nunca o contrario.

João Gabriel Dantas


Um país justo, em que os direitos venham ser iguais em que isso vai ser meio complicado, eu fico tão pra baixo em perceber o quanto a desigualdade está tão presente e a falta de empatia em meio a essa pandemia. Em que a gente só escuta que pessoas estão morrendo, e o medo nos toma de uma forma absurda é muito sofrimento para uma população onde são poucos, mas ainda existem pessoas com amor no coração.

eu espero que tudo isso passe logo, e quando passar que tudo possa acontecer de maneira diferente, que o preconceito acabe, a desigualdade morra e o amor prevaleça em nossas vidas, que essa dificuldade que estamos passando nos molde de uma forma simples e nos ensine a dar valor as minímas coisas reclamar menos, ajudar ao próximo, essas palavras são muito usadas porém elas sempre vão existir se isso tudo não mudar.

será que até quando vamos viver assim, uma luta travada, sim estou sofrendo com minha saúde mental que já foi para o ralo e essa semana eu lendo e analisando todo esse movimento me da um aperto tão grande, eu peço a Deus que sare toda essa nação. já basta ninguém merece tanta dor, é incrível que tem muitas pessoas que não estão ligando, professora chega pois não aguento mais chorar enfim..

QUE TODA MALDADE ACABE EU NÃO AGUENTO MAIS… UM MUNDO MELHOR.

Julia Gonçalves


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